"Nem tudo é o que realmente parece ser" - E
Prendi a respiração enquanto olhava perplexa para..... aquelas duas pessoas na minha frente. Perguntas intrigantes surgiam em minha mente. Minhas lagrimas desciam com rapidez, meu coração queria saltar pela boca.
Ouvi uma voz fininha gritando, olhei mais a diante e vi Luíza descer as escadas com um grande sorriso.
Lu: Viu Carol eu disse que eles voltariam! - disse ela correndo e abraçando-os fortemente. Depois disso eu não consegui ver mais nada.
Quando acordei percebi que ainda estava na sala, mas não havia ninguém, além de David perto de mim.
Eu: David o que aconteceu? - perguntei quase sem voz.
Davi: Sua pressão caiu e você desmaiou. - disse ele segurando minha mão e acariciando-a levemente - Está se sentindo melhor?
Eu: Estou um pouco tonta. - disse me sentando devagar.
Davi: Fique aqui, eu vou buscar um copo de água pra você. - assenti e fiquei observando ele ir ate a cozinha. Alguns minutos depois David volta com um copo bem grande nas mãos. -Aqui. - disse me entregando o copo, peguei o mesmo e tomei em grandes goles.
De repente eles entraram na sala novamente, só que desta vez sérios.
Eu ainda não conseguia acreditar.... Várias perguntas se formavam na minha cabeça.
"Mas como? Eles... eles morreram na minha frente, eu vi. Eu não estou entendendo nada. Meus pais estão mortos.... Eu... eu..." - quando dei por mim, já estava chorando. David tirou o copo de minhas mãos e me abraçou por trás. Continuei a encara-los sem pronunciar nada, ate que meu pai decidiu falar.....
Ethan: Oi.... -disse ele em um tom suave. - Nós vamos te explicar tudo, só fique calma. - ele acariciou meu cabelo delicadamente.
Eu: Eu não entendo... Porque? Por que fizeram isso comigo? - meus olhos ardiam e deixavam escapar algumas lagrimas. - Como podem ter feito isso comigo? - minha voz ficou embolada.
Mari: Filha, - disse mamãe se sentando ao meu lado e pegando minhas mãos - Foi para o seu próprio bem... Foi nossa única saída. Precisávamos lhe proteger de Jack e para isso tivemos que forjar nossa própria morte. - ela olhou para papai na intenção de que ele continuasse a explicar a história.
Ethan: Nós trabalhamos no FBI e nosso caso era proteger você daquele louco. Como sua mãe disse, tivemos que forjar nossa morte para que pudéssemos nos aprofundar mais no caso. Porem nós não queríamos que você sofresse... - o interrompi com raiva.
Eu: Mas me fizeram e muito... - deixei escapar um soluço alto - Vocês nao sabem o que é ter que falar para uma criança de 5 anos que estão viajando, mesmo sabendo que não estão e que não vão voltar mais. Sabe o que é precisar de um pai ou de uma mãe por perto para te ajudar e não te-los presente? Eu sofri muito... E ainda sofro.- disse eu um tanto alterada.
David pediu para que conversasse-mos mais tarde, pois eu estava alterada demais e isso acabaria fazendo mal ao bebê.
Eu: Não David, eu quero saber. Não vou descansar até que me seja explicada essa história. - me levantei rapidamente, cambaleando um pouco e andei até uma cadeira mais próxima.
Davi: Mas... - o interrompi.
Eu: Sem mas. Agora prossigam. - respirei fundo repreendendo as lagrimas e o turbilhão de sentimentos.
Ethan: Sentimos muito minha filha. - ele me olhou com tristeza - Mas era a nossa única saída... E o único jeito.
Eu: Não, não era. - disse alto - Vocês não precisavam ter feito isso. Eu... - respirei fundo - Eu sei me cuidar sozinha, consegui escapar dele duas vezes, poderia conseguir uma terceira.
Ethan: É conseguiu, mas nessas duas vezes você foi para no hospital e quase morreu. Nós não poderíamos deixar que isso acontecesse novamente. E me diga.... - disse se sentando no sofá e coçando sua barba - Como você fugiria de uma bomba? Ou de uma bala perdida?
Eu: Eu não sei...
Ethan: Bom a questão é que Jack não tinha apenas um plano, mas sim vários e cada um pior do que o outro.
Eu os olhava fixamente, não podia acreditar no que estava acontecendo era tão confuso...
Mari: O bom minha filha é que conseguimos capturar Jack, o colocamos em prisão máxima. Agora que sabemos que você está segura voltamos aqui pra esclarecer tudo e eu sei que vai precisar de nós. Ainda mais agora que esta gravida. - ela deu um sorriso radiante - E filha....
Ethan: O que? Pera aí! Grávida? - vi a raiva tomar conta dele - Eu mato esse maldito, quem foi? - ele se levantou - Me responda!
Mari: Ah para Ethan, eu te falei ontem que achava que ela estava grávida. Você não prestou atenção?
Ethan: Não, achei que você estava tentando me irritar ou algo do tipo. Eu sei lá. - ele passou as mãos sobre o cabelo ainda me olhando - Por que isso foi acontecer? Carol de quem é o filho?
Eu: Do Justin. - passei a mão pela barriga e o olhei.
Ethan: Eu o mato. - ele foi em direção a porta pisando duro.
Mari: Ethan espere! - ele se virou e a encarou.
Ethan: O que foi agora? - bufou.
Mari: Não estou entendendo. Você sabe muito bem que eu fiquei grávida da Carol nessa idade. Sabe o que nós passamos, os apertos, o sofrimento, as angústias por causa dos meus pai que não aceitavam isso e queriam que eu a abortasse. Quer mesmo que isso aconteça com a nossa filha? Você quer que a história se repita? Quer vê-la sofrer? - ela se levantou cruzando os braços e o olhou - Grávida ou não, já foi. Você não pode trazer a virgindade dela de volta. E outra, olha o que ela nos deu... um netinho(a) lindo(a) - ela caminhou para perto dele e tocou lhe o braço fazendo seus músculos duros relaxarem.
Minutos depois ele respirou fundo e me olhou de uma forma carinhosa.
Ethan: Você está certa, amor. Me desculpe filha, mas é difícil ver o meu docinho de leite, meu neném, minha princesinha assim. - disse todo meloso.
Eu: Pai menos, eu não tenho mais 5 anos - ri fraco, cruzando os braços por cima do peito.
Ethan: É eu sei. -suspirou- Você amadureceu rápido demais. Quase não vimos o tempo passar.
Eu: Pois é.
Mari: Filha eu quero que saiba que mesmo estando ausentes nós sabemos de tudo o que aconteceu e está acontecendo com você... Queremos pedir seu perdão minha filha. Você não sabe o quão difícil é para uma mãe e um pai ficarem longe de um filho, ainda mais sabendo que ele está sofrendo por causa disso. Então... por favor!
Ethan+Mari: Nos perdoe? - disseram juntos e entrelaçaram suas mãos.
Mesmo estando um pouco magoada, eu me levantei e os abracei fortemente. Deixei que os sentimentos tomassem conta da minha mente.
De repente ouvi a voz de Alice ecoando pela sala. Todos nós nos viramos para e ficamos encarando ela.
Ali: Eita, o que ta acontecendo aqui? - disse ela baixinho e olhando para mim com uma expressão confusa.
Eu: Depois te explico. - sorri.
XxX: E o meu.... Abraço? - disse uma voz masculina atrás de mim.
Me virei calmamente para a pessoa.
Eu: Eduuuuuuu! - pulei em cima dele, dando um abraço apertado.
Du: Ei coisinha, tá me enforcando viu? - rindo o soltei e depositei um beijo em sua bochecha.
Eu: Quanto tempo. Por que você não está surpreso em ver meus pais? Eles estão vivos.
Edu: Eu já sabia. - disse baixinho.
Eu: O que? - me afastei um pouco dele. - Porque não me contou?
Ethan: Por que se não ia estragar o caso. Edu estava trabalhando com a gente. Por isso teve que dizer que ia voltar para o Brasil.
Eu: Entendo. Bem eu preciso de um banho, fiquem a vontade. - assim que comecei a subir a escada meu pai me chamou.
Ethan: Filha?
Eu: Sim...
Ethan: As pessoas que falam muito, mentem sempre, porque acabam esgotando seu estoque de verdades. Nem tudo é o que realmente parece ser, muitas vezes fazemos algumas coisas para proteger as pessoas que amamos! Entenda fizemos isso para o seu bem. Mentimos para salva-la e... - o interrompi.
Eu: Eu sei papai, eu entendo. - fui ate ele e lhe dei um beijo estalado na bochecha, então por fim falei - Obrigada. - dei um sorriso de canto e subi a escada sendo seguida por David.
Assim que entramos no quarto David me imprensou na parede e começou a me beijar. Lentamente eu fui me desvincilhando do beijo e fui o empurrando para poder ter uma distancia mais confortável entre nós.
Eu: Não estou com cabeça para isso Davi, sinto muito. - me virei indo pegar uma toalha.
Davi: Eu sei, me desculpe. Bom eu vou tentar desmentir a gravidez .
Eu: E como vai fazer isso? - peguei meu cel e abri o Twitter - Que ótimo! - murmurei.
Davi: O que?
Eu: Tem fotos minhas saindo da farmácia e o pior é que dá pra ver os testes de gravides. O que vamos fazer agora? - o olhei com preocupação.
David pensou um pouco e por fim disse apenas:
Davi: Alice... - ele saiu rapidamente do quarto, sem entender nada fui direto para o banheiro tomar um banho bem demorado.
Já despida entrei na banheira e tentei relaxar. Meus pensamentos e meus sentimentos estavam em uma grande confusão. Eu não sabia mais nada, a única coisa que vinha em minha mente era.... Justin. Eu queria que ele estivesse ali presenciando tudo comigo, que estivesse dentro dessa banheira me abraçando, dizendo que me ama e que tudo vai ficar bem.
"Ah Justin, porque fez isso comigo? Você não me amava mais? Eu não era o suficiente para você?"
Suspirei calmamente deixando algumas lagrimas caírem.
Assim que acabei meu banhos, me enrolei na toalha e fui para meu Closet. Coloquei uma roupa mais confortável e me deitei.
Estava quase dormindo quando alguém bate na porta do quarto.
Eu: Entra!
XxX : Filha? - disse mamãe entrando e fechando a porta do quarto vagarosamente.
Eu : Sim? - me sentei na cama.
Mari: Nós podemos conversar? - perguntou andando até a cama e se sentando ao meu lado.
Eu: Sim, claro! - sorri colocando a cabeça em seu colo.
Mari: E aí como esta meu neto ou neta?
Eu: Eu acho que está bem. Não dá pra saber só tenho dois meses de gravidez.
Mari: Claro... - riu baixinho - E o pai? Já está sabendo?
Eu: Não e nem pode. - levantei a cabeça rapidamente.
Mari: Porque não?
Eu: Porque.... Porque não.
Mari: Carol você sabe que isso é errado. Imagine se fosse o contrário? Você iria gostar? - ela me olhou seriamente.
Eu: Não, mas.... - fui interrompida.
Mari: Mas nada. Justin é o pai e por isso deve saber.
Eu: Eu sei, mas isso seria uma válvula de escape para que ele ficasse perto de mim e o que eu mais quero agora é esquece-lo.
Mari: Meu bem, eu sei de tudo o que aconteceu com relação a traição e peço a você que ousa o que Justin tem para falar. Como seu pai disse "Nem tudo é o que realmente parece ser" Você tem que ouvir-lo, não é hora de ser orgulhosa. Esse filho você não o fez sozinha. Você carrega um pedacinho dele em você, tanto no coração quanto nesse bebê. Então me prometa... Prometa que vai deixa-lo lhe explicar?
Eu: Mãe.... - tentei protestar.
Mari: Por favor!
Eu: Tudo bem mamãe, mas saiba que não terá volta, pois eu presenciei ele transando com a Selena. Não tem como desmentir isso.
Mari: Okay filha. - sorriu ela - Está com fome? Quer que eu prepare uma sopa para você?
Assenti ainda remoendo suas palavras. Depois de alguns minutos ouvi alguém entrar no quarto. Quando abri os olhos me deparei com David me observando. Dei um meio sorriso para ele.
Eu: O que ouve? - apoiei - me sobre um cotovelo para vê-lo melhor.
Davi: Eu marquei uma entrevista para amanhã de manhã, vamos desmentir essa história.
Eu: Tudo bem, mas o que eu devo dizer?
Davi: Você deve dizer que os testes não eram seus e sim da Alice.
Eu: Ta até aí tá Okay, mas e a minha barriga? Se você não percebeu ela já está aparecendo um pouco. - disse me levantando e subindo a blusa para deixar a mostra apenas a barriga.
Davi: É verdade. Bem vamos ter que esconde - la. - falou ele acariciando minha barriga.
Eu: Mas como? - abaixei a blusa.
Davi: O problema é que a sua barriga está grade e normalmente ela é muito reta. Acho que vão acabar percebendo.... - refletiu - Tá acho que vamos ter que colocar um espartilho em você.
Eu: Mas isso não prejudicará o bebê? - arqueei uma de minhas sobrancelhas.
Davi: Não sei, porém você só usará por um dia. Acho que vai ficar tudo bem.
Eu: Okay, então. É.... - olhei para baixo - eu acho que vou dormir um pouco. - bocejei.
Davi: Eu posso ficar aqui com você? - assenti ido me deitar.
Assim que me cobri David se deitou e abraçou minha cintura. Ficamos conversando por algum tempo até que fui vencida pelo sono. Tempos depois fui acordada pela minha mãe. Ela trazia com sigo uma bandeja com sopa de legumes, um suco de laranja natural e torradas. Me sentei colocando a bandeja em cima de mim e logo em seguida começando a comer.
Eu: Que fome! - sorri para ela - Quantas horas? - beberiquei o suco.
Mari: Agora são 21:30 - conferiu em seu relógio de pulso.
Eu: Nossa, mas já? - arregalei os olhos.
Mari: Sim.
Ficamos em silêncio por um tempo. Até que eu o quebrei.
Eu: Está muito gostosa essa sopa.
Mari: Obrigada. - sorriu.
Eu: Mãe cadê o David?
Mari: Ele saiu, mas não disse para onde ia.
Eu: Ah... - disse simplesmente.
Mari: Carol você gosta desse David? Ele parece ser uma pessoa boa, mas sinto que não é o que te faria feliz.
Eu: Mãe não seja boba eu gosto do David e eu conseguiria ser feliz com ele. Ele é uma pessoa ótima. - dei um sorriso de canto.
Mari: Não tanto quanto Justin te fez.
Eu: Como pode saber? Você não estava aqui para ver. - disse puxando minhas pernas ate o peito e as abraçando.
Mari: Eu sou sua mãe e te conheço como ninguém. Você não consegue esconder muito bem seus sentimentos por ele e eu sempre consigo sentir uma energia muito boa vinda de você quando nos referimos ao Justin. Só um idiota não repararia que você ainda é apaixonada por ele.
Eu: Não é verdade... Eu... - de repente senti uma pontada no coração e quando eu menos esperava as malditas borboletas criaram vida. Naquele momento eu tive a certeza concreta que ainda estava perdidamente apaixonada por ele - Você está certa como sempre mãe, eu ainda amo o Justin muito, mas não posso deixar que ele saiba disso. Não quero parecer uma fraca perto dele. - deixei uma pequena lágrima cair.
Mari: Ei querida, - ela veio ate mim e segurou meu queixo me fazendo olha-la. - nós não nos tornamos fracos por se apaixonar, muito pelo contrario nós nos tornamos fortes. Quando estamos apaixonados somos capazes de fazer qualquer coisa, de enfrentar qualquer barreira, de correr qualquer risco, de fazer ate o que se é impossível. - ela se levantou e pegou a bandeja - O amor de vocês é muito forte para acabar assim. - disse saindo do quarto.
XxX: Você... você o que?
[Continua]
Oieeee eu não disse que voltaria? Bom está aqui, ate que enfim. kkkkkkk Espero que tenham gotado. Não se esqueçam de comentar hein?
Bruna Sthefanny: Flooooorrrr como prometido aqui está o capitulo 33. Espero que tenha gostado e obrigada por comentar nos outros capítulos.
Ate o próximo! Beijocas.





aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
ResponderExcluirgeeeeenteeee aameeiii
ResponderExcluirjá começou o 34? Como eu te disse, a paciência não é o meu forte kkkk
ResponderExcluiraposto que quem vai entrar no quarto é o David
ResponderExcluirespero que ele fique com a alice
ResponderExcluirAlice*
ResponderExcluirvooltii
ResponderExcluiracho que eu vou ler tudo de novo kk'
ResponderExcluirsó tem eu lendo isso aq ?
ResponderExcluir10° comentarioo
ResponderExcluirvou comentar bem muito p vc continuar :D
ResponderExcluirjá to sem ideia
ResponderExcluirmt foda essa parte do FBI
ResponderExcluiraté comentei com a nathy sobre isso
ResponderExcluircontinuaa :3
ResponderExcluiraté que podia ter uma treta com a Selesma esses dias
ResponderExcluirtá dizendo que é meio dia mas n é não, já são 17:07
ResponderExcluir17 comments só meus '0'
ResponderExcluiragr é 18 u.u
baijokas p vc tbm, nathy
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